Quando conhecemos Machu Picchu

  Já se foram 100 anos da redescoberta de Machu Picchu, Hiram Bingham apresentou ao mundo a cidade perdida dos incas e colocou o país em destaque, quando o assunto é turismo. Desde então, é um dos lugares mais desejados a se conhecer no continente e no mundo, recebe cerca de 2000 pessoas por dia (2500 é o limite de visitantes).

Nossa hora estava chegando, controlar a ansiedade e os sintomas do mal de altitude era a cada hora mais difícil. Já comentei aqui que chegar a Machu Picchu não é uma tarefa muito fácil, que se deve planejar com cuidado, afinal, saímos do Brasil em direção a Cusco com uma conexão em Lima, 5 horas até Lima + 1 hora para Cusco. Para Águas Calientes de trem são mais 3 horas e + uns 20 min. na subida de micro ônibus, que provavelmente não irá no primeiro dia por culpa do mal de altitude, pois vai precisar de umas horas de descanso para acostumar.

Após longas 3 horas de trem, ouvindo as mesmas músicas instrumentais peruanas chegamos a Águas Calientes. Que por sinal é uma gracinha de vilarejo, tem várias opções de restaurantes e uma feirinha perto da estação.

 

   Na entrada encontramos com o guia (até acho que vale a pena ter um guia), estava um pouco nublado quando chegamos, mas a sensação de ver aquela vista pela primeira vez é indescritível, pra quem pesquisava sobre o lugar há anos e ter visto todas as fotos possíveis, pisar naquele lugar era uma realização.

O que fazer por lá

Apesar de mudanças impostas pelos “conquistadores” espanhóis, o conhecimento das constelações andinas ainda se mantem vivo na cultura dos povos do Vale Sagrado. Machu Picchu ainda esconde muitas das respostas da astronomia, para os incas as constelações e a medição do tempo eram de grande importância para indicar os ciclos da agricultura e datas religiosas.

A Pedra Sagrada

A Intihuatana é uma rocha lavrada num único bloco que fica na parte mais alta de Machu Picchu, não por um acaso, o povo necessitava observar o céu de um lugar privilegiado. Naquela época, e ainda hoje, é perfeitamente possível identificar as estações do ano. A Intihuatana está posicionada perfeitamente com os pontos cardeais Norte e o Sul, quando a sombra atingir a ponto máximo da pedra é inverno (junho), então os dias ficavam mais longos facilitando identificar os períodos de plantio e colheita.

Templo do Sol

Uma das construções mais famosas de Machu Picchu, ela é a única de paredes curvas, olhando de um ponto acima do templo é possível observar a janela alinhada para o solstício de inverno, quando os raios de sol iluminam a pedra central.

 

Templo das três janelas

O templo fica próximo à praça principal, um dos lugares de maior valor espiritual para os incas. Ele tem três paredes em uma base retangular, em um dos muros há três janelas que indicam a localização exata do nascer do sol, cada uma representa um nível do mundo andino: o céu que é a espiritualidade, a superfície terrestre é o subterrâneo e a vida interior.

 

Templo do Condor

Ave mais sagrada para os incas, símbolo da produção e fertilidade, é uma escultura no chão, que seria a cabeça e o corpo do animal. Na parte subterrânea do templo estão os calabouços, acredita-se que as masmorras foram utilizadas para o cárcere de prisioneiros.

 

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